Fico só
como um veleiro no cais
enquanto o vento te leva para longe,
minha gaivota bem amada,
e os meus olhos já cansados,
turvos de pranto,
seguem o bater calmo de tuas asas
finas e longas.
Perdes-te no infinito
e em meus ouvidos resta somente
a música monótona
do mar contra o meu casco.
Depois o silêncio da minha alma vazia
e a noite sem luzes.
(Betty Pacheco)
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para ti amiga onde quer que estejas o meu muito obrigada pela tua amizade
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