quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

meu dedo estendido
traça arabescos
no vapor da vidraça
enquanto meus olhos
se passeiam
apaticamente
pelo cinzento sombrio da tarde.
a solidão é um polvo
alastrando mais e mais.
só tua lembrança
é mancha de vida em mim
e eu griyo-te
sem resposta.
abraço-me para espantar o frio.
queria apertar-te a mim
e só tenho o vazio.
quando voltas?
preciso-te.


(by Betty Pacheco)

Sem comentários:

Enviar um comentário