Alongo os dedos devagar
sobre o lençol
como se fora a tua pele
e um rio imenso
de ternura
murmura baixinho na minha alma
cerro os olhos devagar
na escuridão
e minha mente
sussurra o teu nome
num apelo
sonho-te devagar
intensamente
no segredo do meu pensamento
e a noite que me envolve
é mais doce
saboreio devagar
o quase nada que te tenho
e a tua voz quente
é sinfonia no meu peito
recordo-te devagar
em carne viva
tentando conter-me inutilmente
e tua lembrança
é bálsamo em minha solidão
minh'alma tem sede de escutar-te
e não existe outra água que não tu
quero viajar sempre contigo
pelos lugares da nossa imaginação
mão na mão
escrevendo no tempo
esta confiança
vem comigo sonhar ilimitadamente
(Betty Pacheco)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
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