quantas vezes sonhei no teu olhar
um mundo idealizado, não vivido
quantas vezes foi amargo o despertar
sem esse mundo desejado e inatingido
infantilmente comparei-te ao próprio sol
e deixei-me cegar por tua luz
mas tu, amor, que não és astro, apenas homem,
não mais fizeste que aumentar a minha cruz
perdi-te no rolar alucinante
do tempo implacável e veloz
em ti de mim a memória é já distante
e nem recordas o tom da minha voz
mas no meu peito a recordação de ti
recusa-se a morrer teimosamente
o teu olhar ainda é chama que arde em mim
ainda és sol na minha alma, meigo e quente
(by Betty Pacheco)
domingo, 13 de setembro de 2009
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