domingo, 4 de outubro de 2009

Poema sem nome

a vida me marca mesmo que eu não queira,
mesmo que eu recuse deixar-me envolver.
a vida me toma de qualquer maneira
sem me perguntar o que eu quero ser.

e eu que me imagino como uma palhinha,
que o vento me parte, de tão fraca e leve,
no fundo reparo que é ilusão minha
e que essa fraqueza é bem falsa e breve.

cá dentro de mim eu sou firme e forte,
tal como um rochedo que no meio do mar
qualquer tempestade sem medo suporte
e nada o consiga dali arrancar.

como tu me dizes, eu vou tentar ser
tal como o salgueiro, forte mas flexível,
que o vento fustiga sem o abater,
e ter toda a força que me for possível.


( Betty Pacheco)

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