domingo, 15 de agosto de 2010

AMO-TE

Amo-te?
Ah, sim amo-te.
Como?
Sei lá!
Talvez como quem corre
por um imenso prado
e sorve todo o vento e todo o sol
que sente bater-lhe no rosto.
Como?
Talvez como quem grita
para o infinito
e o seu grito
se perca para sempre
Como?
Sei lá!
Talvez como quem sonha
um sonho vão
e eu sonho-te a todos os momentos.
Como?
Talvez como quem
morre um pouco em cada dia
na tua recordação
aguda.
Como?
Como uma esperança
que nunca chega a sê-lo.
Às vezes como uma brisa.
Às vezes como um furacão.
Como uma lembrança
que dorme no fundo de nós
ou como um riso
que soltamos livremente.
Amo-te?
Ah, sem dúvida que te amo!
Porquê?
Como?
Sei lá!
Acolhe-me simplesmente
com toda esta força
que te pertence.

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