domingo, 15 de agosto de 2010

WHERE ARE YOU MY LOVE

Where are you my love?
Uma certa saudade de ti
Alastra devagar
Por tudo quanto sou,
Por tudo o que não chego a ser,
Como se o fosse...
Milímetro a milímetro
Ela é como o sangue
Que me parte do centro
Para as extremidades
Mais remotas.
Não sei como detê-la,
Ah, não sei...
Where are you now, my love?
Reconstruo a tua memória
Ponto a ponto, como quem tece,
Imagem a imagem,
Como quem revê um filme
Conhecido até à exaustão.
És vivo em mim
Como um golpe que não fecha,
Que dói permanentemente,
Sem abrandar.
Nada consegue atenuar-te,
Nada pode mitigar
A falta que deixaste.
Where are yuo now, my love?
Este amor que em mim ficou.
Que me possui por inteiro,
Até à mais ínfima fibra,
É como um desdobramento de ti,
És tu alargando-te
Aos confins mais longínquos
Do corpo e do espírito
Que pertencendo-me
Te pertencem.
Na memória viva
Que me dás em cada segundo
Recrio-nos incansavelmente...
Where are you now, my love?
Revolvo-me contigo
No vasto leito dos dias
Num intenso amor fogo,
Condenado sem apelo...
Mas que é nosso.
A minha mão viaja levemente,
Quase a medo,
Pelo teu cabelo revolto
Sentindo-lhe a brandura,
Bebendo-lhe o perfume,
Devorando-te
No mais íntimo de ti.
Where are yuo now, my love?



(by Betty Pacheco)

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